segunda-feira, setembro 28, 2015


200 casas atingidas, 45 destruídas, ventos podem ter passado de 100Km/h

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Diante dos elevados estragos provocados pela tempestade verificada domingo, em diversas regiões de Ponta Grossa, com registros de desabrigados e prejuízos de grande monta, a prefeitura de Ponta Grossa está concentrando esforços e coordenando ações de recuperação. O objetivo é ajudar principalmente moradores dos residenciais Amália I e II e Ibirapuera, os mais atingidos pelo temporal, onde foram registrados ventos bastante fortes e muitos danos a construções, rede elétrica e árvores.

Uma força-tarefa integrada por diversas Secretarias Municipais está dando o suporte necessário para os moradores. Embora a estação meteorológica do Simepar em Ponta Grossa (localizado na zona Norte da cidade) tenha registrado ventos de 71 km/h, o órgão estima que em determinados pontos, a velocidade pode ter chegado a 100 km/h. Ainda no sábado, o Simepar havia distribuído alerta de temporais para todo o Paraná. Para os próximos dias, no entanto, estão previstas apenas chuvas de intensidade leve, a partir de quarta-feira. Além do Jardim Amália e Ibirapuera, também foram atingidos a Vila Cipa, o Jardim Europa, Maria Otília, e a Vila Curitiba, todos na zona Sul.

De acordo com a Defesa Civil, cerca de 200 casas foram atingidas, prejudicando aproximadamente 600 pessoas. Mais de 40 casas foram destruídas, deixando as famílias desabrigadas. Para estas famílias, a prefeitura de Ponta Grossa disponibilizou a unidade de saúde do Jardim Amália, que seria inaugurada nesta semana, como abrigo até que as casas sejam reconstruídas. Foram disponibilizados, através da Fundação de Esportes e do Exército, mais de 200 colchões. A unidade de saúde também está servindo como base operacional para atender aos moradores atingidos. É lá onde os moradores podem obter informações e receber as doações feitas pela população.

Para evitar roubos nas casas atingidas, a Secretaria de Cidadania e Segurança Pública determinou, ainda no domingo, a ronda ostensiva da Guarda Municipal no local até que os moradores retornem às suas casas. Na manhã desta segunda-feira, a Secretaria de Assistência Social encaminhou para a base operacional alimentos para o café da manhã dos atingidos pelo vendaval. Para o almoço foram encaminhadas pelo Restaurante Popular cerca de 300 marmitas para alimentar a população local. Desde as 7h desta segunda-feira, equipes da Secretaria de Obras e Serviços Públicos trabalham no local para ajudar na limpeza das casas e das ruas.

CASAS NO SEGURO
Todas as casas dos residenciais Jardim Amália I e II e Ibirapuera estão seguradas. Ainda nesta manhã, duas equipes formadas por técnicos da Prolar e da Caixa Econômica Federal percorreram todas as casas para fazer a vistoria necessária para que o seguro possa ser acionado. O presidente da Prolar, Dino Schrutt, alerta no entanto que, conforme o contrato assinado com a Caixa Econômica Federal, o seguro é válido somente para os proprietários. Ou seja, não receberão o seguro as casas que foram vendidas ou alugadas.

ESTRAGOS
A ventania e a chuva começaram por volta das 19h de domingo e, de acordo com o relato dos moradores, não duraram muito, mas tempo suficiente para causar grandes estragos. A força foi tão grande que derrubou muros de concreto e grades, destruiu estruturas metálicas das coberturas das casas, quebrou vidros, derrubou postes e árvores. A atuação da prefeitura de Ponta Grossa foi imediata. Num primeiro momento, ainda no domingo à noite, foi acionada a Guarda Municipal para cuidar da segurança das famílias e também, na medida do possível, foi dada a primeira assistência às famílias.
“Foi tudo muito rápido, não deu tempo de recolher nada, só conseguimos nos proteger”, relata Mirian Rosana Matheus, que teve parte da casa destruída. “Não consegui sair pela porta. Eu e meus filhos fomos retirados pela janela. Estou aqui há três anos e nunca vi coisa parecida”. Na noite de domingo para segunda-feira, Mirian dormiu fora de casa, no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), que está em construção, a uma quadra de sua casa. Ela e seus filhos são uma das famílias orientadas pela Defesa Civil a deixar a residência.

DOAÇÕES
“Agora é a hora de todos nós ajudarmos, com a união de Ponta Grossa, teremos forças para reerguermos o Jardim Amália. Faço um apelo para toda a cidade”, disse o prefeito Marcelo Rangel, que acompanhou toda a situação pessoalmente, desde domingo. A população pode ajudar fazendo doações de colchões, cobertores e roupas, que podem ser entregues na sede do Serviço de Obras Sociais (SOS), na rua Joaquim Nabuco, 59 (atrás do Shopping Palladium), ou na Base da Guarda Municipal, na rua Freud, 129, na Maria Otília.
Fonte: PMPG





















































































1 comentários:

Anônimo disse...

CASAS PADRÃO DILMA ROUSSEF, TUDO DO MAIS BARATO, PARA COMPRAR VOTOS MESMO, GOVERNO NÃO SABE FAZER NADA CERTO...

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