sexta-feira, outubro 23, 2015


Crime Hediondo:A importância de denunciar o crime de estupro

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A Polícia Militar do Paraná participou de uma audiência pública no auditório da Administração Regional da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), na capital do estado nesta semana, sobre a importância de denunciar o crime de estupro. O evento foi coordenado pelo Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (NAVES) do Ministério Público, para tratar do assunto com a comunidade local, pois o bairro é o segundo com maior casos de estupros em Curitiba (PR). Também participaram da audiência representantes da Polícia Civil e da área da saúde.


De acordo com a Procuradora de Justiça e Coordenadora do NAVES, Rosângela Gaspari, a audiência pública tem como objetivo fazer com que as mulheres tenham conhecimento de quem procurar e como denunciar um estupro. “A CIC foi escolhida em virtude do levantamento estatístico que fizemos, a partir da instalação do núcleo, onde percebemos que esta região possui um grande número de ocorrências de estupro contra maiores de 18 anos”, explica. “O NAVES está tendo ótimos resultados, mas isto se deve a integração entre o Ministério Público, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o IML e os hospitais. Sem dúvida nenhuma é a união de esforços que faz com que nos possamos trabalhar neste tema tão importante”, acrescenta.

“É importante estarmos aqui primeiro pela filosofia de Polícia Comunitária, para nos aproximarmos da comunidade e tentar conscientizar, principalmente o público feminino, da necessidade de fazer suas denúncias”, lembra o subcomandante do 23º BPM, major Cezar Kister, que também ressaltou a importância das pessoas verem que a Polícia Militar participa ativamente, buscando tirar de circulação pessoas que venham a praticar crimes sexuais.

De acordo com o major Kister, subcomandante do 23º BPM que é responsável pela área da CIC, em 2015 foram registrados 12 casos de estupro de vulnerável, sete por estupro ou atentado violento ao pudor e um por estupro ou atentado violento ao pudor resulta lesão corporal grave ou se a vítima menor com mais de 14 anos, totalizando 20 casos.

Segundo o major Kister, em casos de estupro, em que a Polícia Militar é acionada, tanto a vítima e quanto os familiares são encaminhamento para receberem o atendimento adequado, para uma delegacia e atendimento médico. “No caso do flagrante tomamos as medidas cabíveis para prender ou apreender o suspeito”, afirma.


Durante a audiência pública cada representante dos órgãos presentes falou sobre o trabalho que desenvolve em relação ao crime de estupro e em seguida o espaço foi aberto para que a comunidade fizesse questionamento e tirasse suas dúvidas sobre o tema. “O crime de estupro tem características muito peculiares, então a vítima se sente muito constrangida, sendo preciso reforçar a importância da denúncia”, lembra a capitão Solange Nabozny Tedeschi, que participou do ato representando o Comando-Geral da PMPR.

“Nosso objetivo hoje é somar esforços. Nem sempre os nossos índices coincidem, pois as vezes não recebemos a denúncia, então buscamos trabalhar em conjunto com os órgãos para tentar descobrir o perfil do suspeito, o horário e local onde ocorreu o crime e assim realizar uma intensificação no policiamento da região e capturar o suspeito”, ressalta a capitão Solange.


A tenente da reserva remunerada da PM, Luci Brandão, que atualmente está na Secretaria Nacional da Mulher, lembra que o estupro não é só o ato sexual em si, mas qualquer ato libidinoso, sendo que, quando ocorre com um menor de idade, é considerado estupro de vulnerável. “Achamos que nunca irá acontecer conosco, mas é preciso discutir o tema, pois a informação ainda é a melhor prevenção”, afirma.

“Uma audiência pública é sempre um evento e esperamos a participação da comunidade, mesmo que tímida, pois é o que mais funciona. Percebemos que há uma alerta sobre o tema e as pessoas buscam pesquisar sobre o que é estupro. Pedimos que o assunto seja divulgado, mesmo sendo um tema difícil as pessoas tem que aprender a falar sobre ele”, finaliza Luci.

Participaram da mesa diretiva a Procuradora de Justiça e Coordenadora do NAVES, Rosângela Gaspari, o Subcomandante do 23º BPM, major Cezar Kister, representando o Comando-Geral da PM, capitão Solange Nabozny Tedeschi, a Delegada Chefe da Delegacia da Mulher, Iara Laurek Dechichi, a Promotora de Justiça do NUPIGE, Mariana Seifert Bazzo, a enfermeira do Hospital de Clínicas, Sorau Mattioli Luz e, representando a Secretaria da Mulher, Luci Brandão.

Fonte: PMPR / Marcia Santos Jornalista PMPR

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RS

Denúncia de crimes desta natureza na nossa região podem ser feitos pelo telefones 190 Policia Militar, 197 Policia Civil ou 180.

Segundo o 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apresentado em 2014, 50.320 estupros foram registrados no país em 2013. 
Apenas 35% das vítimas costumam relatar o episódio às policias por medo ou vergonha.
O preconceito contra as vítimas de violência sexual é resultado do machismo. 

Segundo o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 47.646 estupros foram registrados no país, em 2014,redução de 6,7% em relação a 2013.
Porém, considerando que em média apenas 35% dos crimes sexuais são notificados, mais dados precisam ser acumulados para confirmar a queda.

Denuncie e ajude a enfrentar esse crime hediondo!





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